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24/10/2010

Pode falar mais, Fer


O Demo Sul 2010 acabou, mas o material feito pela cobertura colaborativa ainda há de ser postado nesse espaço por mais alguns dias, alguns meses, alguns anos. Ouço um burburinho sobre continuarmos com "esse negócio" de colaborativa.

Da entrevista do Fabrício com Fernanda Takai, segue logo abaixo a outra parte do áudio, que tem 15 minutos. Pode até ser longo, mas não é enfadonho graças à voz e gentileza da mãe da Nina. Inclusive, a garotinha é uma privilegiada: pode ouvir canções infantis pelo mesmo gogó que canta "Eu", "Sobre o Tempo", "Antes que Seja Tarde"...

Fernanda Takai by Lucas Marcondes

Ah, e quero postadas aqui as fotos desse churrasco colaborativo de hoje, ok?

Patu Fu nos 10 anos de festival

Com 18 anos de estrada, Patu Fu fecha o Festival Demo Sul 10 anos com um show que apresentou músicas de toda a carreira. Antes de subir ao palco, Fernanda Takai e John Ulhoa com a equipe da cobertura da colaborativa sobre ter um estúdio caseiro, participação em festivais independentes e o novo disco "Música de brinquedo".


23/10/2010

Pato aqui Pato a colá

Fim. Ai, é muito doído pensar assim! A décima edição do festival Demo Sul chegou ao fim ontem (ou já era hoje?), com um show que se costurou na memória de todo mundo, e que ninguém vai esquecer.

Desde o começo do dia eu só ouvi palavras doces a respeito da Fernanda Takai, teve colaborador que até chamou ela de Fer, de Nanda. Intimidade... Os colaboradores foram muitíssimo bem tratados, e o que tem de banda (até que passou pelo Festival) que merecia uma lição com o Pato Fu, ah não tá no gibi!

A Fernanda Takai deu entrevista durante a passagem de som, posou pras fotos e, depois do show, lá pelas tantas da madrugada (quando até eu já estava caindo pelas tabelas) recebeu vários fãs no camarim. Eu não entrei, não deu, mas a Andressa, que é fã da banda, saiu com um sorriso maior que a cara dizendo que "meeeeeeeeeu, a Fernanda Takai me abraçou!". muito bonitinho de ver.

O show, como eu suspeitava, foi um compacto dos dezoito anos da carreira da banda. Foi de "Ando meio desligado" até a "Canção pra você viver mais"(que por pouco não me arranca lágrimas), passou por "Mamãe ama meu revólver", e aquela que, segundo a Fernanda, é a música mais fofinha que o Pato Fu tem: "Não foi dessa vez, mas pode ter certeza, mal posso esperar.." é.

O show teve uns probleminhas técnicos porque, segundo o Ulhoa, "O Pato Fu é uma banda escrava da tecnologia". O problema foi o CLICK do baterista e, enquanto o click do baterista não voltava, a Fernanda tocou uma música sobre a barata, assim, gogó e violão, sem o click.
O que eu ouvi de suposição a respeito do tal do click, não dá nem pra contar: "Ah, deve ser alguma coisa que a banda anterior estragou", "É o retorno que o baterista não tá recebendo", "É aquele filme com o controle universal". Não, gente, o click é o que rege a sincronia da banda. De uma forma bem simplificada a Fernada Takai contou ao público que, ao invés do baterista bater as baquetas no ar, quem dá o início da música é o click. Eu imagino que isso deva ser tipo um ponto no ouvido dos integrantes da banda, que também marca as altas e baixas, as entradas e saídas de instrumentos. Não sei bem também, nunca tinha ouvido falar do Click.

Mas ao fim tudo deu certo. Pra nossa sorte. A Banda voltou, falou sobre os seis anos sem Pato Fu em Londrina, tocou, cantou, dançou. E a performance da Fernanda foi a coisa mais bonita que eu já vi, cheia de gestos: Filho, panela, disco music, bebê, eu acho até que entendi a música em japonês, porque ela parecia mesmo determinada a ilustrar tudo o que cantava, sem que isso parecesse uma coreografia, por favor.

O Show, infelizmente, não teve bis. E muita gente culpou a plateia que, disseram, não pediu o suficiente. Mas, bom, o show teve direito a camarim, fã presenteado com abraço, com setlist do show autografada pelo casal Pato Fu. A minha maior tristeza foi mesmo a escassez de música de brinquedo. Eu passei a semana imaginando pianos e xilofones pequenininhos. Mas ainda assim eu não tenho ressentimentos, o show foi maravilhoso, indescritível em palavras, realmente fechou o Festival com chave de ouro. E acho que, na verdade, essa é que é a minha tristeza maior: O Festival, minha gente, terminou, mas de um jeito lindo, o mais bonito que a gente podia querer ou imaginar!

Pato Fu

Pato Fú

"A Fer é fofa, ela é linda" - é o que mais ouvia durante o show. E ela é linda, ela é fofa. Pato Fú é bom demais =)

Fernanda Takai comenta a independência do Pato Fu


A cobertura colaborativa chupinhou o áudio da entrevista feita pelo estagiário da UEL FM, Fabrício Alves, com a vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai. Os mineiros tocam no Grêmio Londrinense a partir da 00h30, no último dia do Demo Sul 2010.

Logo abaixo, um trecho da conversa em que Fernanda comenta sobre a opção da banda por trabalhar com um selo próprio, o Rotomusic.

Fernanda Takai by Lucas Marcondes

Pato Fu passando som

O Tom que foi e o Pato que vem


Ontem eu vi, pela primeira vez na vida, o Tom Zé ao vivo. A primeira palavra que eu ouvi, da plateia, foi " gênio!". E eu to aqui, até agora, procurando palavras que ainda não tenham dito a respeito do homem. Difícil, muito difícil!

O Tom é uma criança de 73 anos, e o palco é o play ground dele. Eu sinceramente não sei quantas bandas passaram pelo Demo Sul desde as prévias, mas posso dizer seguramente que não teve uma única com o mesmo pique, com o mesmo ânimo, com o mesmo sorriso. E com tantos elogios à Londrina.

O Tom disse que seus amigos todos queriam vir pra cidade, que a Rita Lee queria entrar na mala. E até compôs uma música dizendo que "se soubesse que em Londrina tinha tanta moça pra casar, tinha feito doze filhos e mandado todos eles pra cá" e fez questão de ensiná-la ao público que já acompanhava o aquecimento pro show. E cantou-a, seguido a risca por quem apreciava a apresentação, cantou junto com o Fliperama, o Pirolito da ciência, iiii, foi tanta musica. Boa. E o show ainda teve o bis mais bonito que eu já vi. Bis feito com boa vontade, com as músicas que o público pedia, às vezes até cantadas à capela, pelo Tom, que durante o show desceu do palco e se aproximou da plateia, acredita? Corajoso, confiante, experiente, animado, à vontade... Gênio!

Quando o show acabou, eu nem imaginei que fosse rolar a entrevista tão esperada, fiquei só imaginando como seria o show do Pato Fu! Show que acontece hoje, no mesmo palco do Tom e, como ele, também será a última atração da noite - e do Festival.

O Pato Fu, que a gente tanto espera, é uma banda que pode exemplificar muita coisa. O primeiro disco, o Rotomusic de Liquidificapum (1993) foi lançado por um selo mineiro independente, o Cogumelo. Depois dele, a banda assinou com a BMG, multinacional com que permaneceu até 2005, quando lançaram o Toda Cura Para Todo o Mal. Depois de 2005 a banda voltou pra indie music, mas de um jeito diferente: o casal Fernanda Takai e John Ulhoa têm, em sua própria casa, um estúdio que dá vida ao selo próprio: o Rotomusic. Foi nesse esquema que lançaram o Daqui pro Futuro(2007) e, agora com 18 anos de carreira, o décimo álbum da banda: o Música de Brinquedo.

O música de brinquedo é, quem ouviu sabe, uma coisa fofa demais. A banda faz releituras da MPB, do pop e até do rock nacional, só com instrumentos de brinquedo. E, a parte mais legal na minha opinião, é que não se tem a intensão de superestimar os instrumentos/brinquedos. Ao contrátio, as músicas são tocadas com a consciência plena de que os instrumentos são brinquedos, e que é essa brincadeira o que se pode tirar deles. Com todas as limitações. O álbum é realmente demais, mas parece que não será a trilha da noite.

A moda do Tom, o show de hoje promete um "liquidificapum". Grandes hitz, músicas de todos os dezoito anos, isso, claro, na medida do tempo e das possibilidades. É bom deixar claro que não tive acesso à Play List do show (quem me dera), mas essa é a minha aposta: músicas do Rotomusic, o álbum, músicas que foram trilha de novela e que estouraram nos tempos de BMG, e músicas do Rotomusic, o selo, que estão mais frescas na nossa memória.

E vocês, têm apostas? Músicas que queriam muito ouvir? Preferências? Eu tenho é uma expectativa absurda. Demo Sul na reta final, e -desde ontem- fechando o Festival com chave de ouro!

A noite traz ainda: 220 Skabar, Trilobit, Grenade, Monkberry, Locodillos e The Name. Eu falei, ué, chave de ouro!