Participar da equipe de cobertura colaborativa no sábado foi ótimo, infelizmente estive muito ocupada para comparecer nos outros dias das prévias – o que também explica o atraso em escrever sobre a experiência. Já é segunda, mas bateu uma vontade de escrever sobre as minhas impressões - e resolvi fazer isso, mesmo com esse pequeno atraso.
Não consegui acompanhar a Locodillos, grande favorita da noite e das Prévias – a banda ganhou o videoclipe que será produzido na oficina oferecida pela Kinoarte. Mas ouvi elogios de quem assistiu ao show, com destaque para o cover que fizeram de I am the Walrus, dos Beatles.
O pessoal do Flat Black Pack conseguiu animar o público tocando um rock pesado, com influências country. As letras das músicas falam de moto, mulher, manguaça, como descreve o vocalista Ricardo Pigatto – que já cantou na Dominus Praelli, uma das maiores bandas de heavy metal pé vermelho, e tocou no Demo Sul ano passado com sua outra banda, Fabulous Bandits.
A Festenkois, banda de Belo Horizonte esbanjou simpatia apesar do sono e do cansaço de viajar quatorze horas e ir direto para o Alona. O pessoal se mostrou muito animado para tocar no Demo Sul. “Viemos dispostos a fazer o nível do evento ficar lá em cima, independente da gente ser a banda escolhida ou não” conta empolgado o baterista Luiz Garcia - confira mais aqui. E conseguiram. Particularmente, achei uma das melhores bandas da noite.
Outra banda que não economizou na empolgação foi a Midnight Sisters. Tocando pela primeira vez fora do estado de São Paulo, a banda tem influências que vão desde Rolling Stones até Iron Maiden – banda que estampava a camiseta de um dos integrantes. “Das onze músicas do nosso álbum ‘Whatever happened to Jack Faye’, a gente toca nos nossos shows dez, então acho que a gente gosta de nadar contra maré”, declara um dos integrantes em entrevista para a o pessoal da cobertura quando mencionam a falta de espaço para bandas que tocam músicas próprias.
A última banda da noite foi a Igor Diniz & the Traitors, projeto solo do baterista do New Ones. Com um visual diferente, eles tocaram covers das músicas Teenage Kicks e Chinese Rock e animaram boa parte dos que estavam ali presentes.
Segundo os colegas da colaborativa, a noite de ontem foi bem diferente de todas as outras, um tanto quanto “colorida” - como você pode conferir aqui mesmo, nas postagens anteriores. Recebi até uma declaração bombástica em uma ligação que fiz no final da noite: “Democratizar é até interessante para Demo Sul, mas o rock não é democrático”.
Bom, posso dizer que fiquei muito satisfeita com o que vi no sábado e que o Demo Sul esta apenas começando. Mal posso esperar para outubro chegar!
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12/09/2010
Mais primeiras impressões
Como um cara que caiu de pára-quedas na equipe de comunicação colaborativa, me senti em casa nesse quarto dia de prévias (11/09). Como um cara que aprecia música, me senti maravilhado.
Chegar em um ambiente novo sempre causa apreensão: primeira vez no Espaço ALONA e numa equipe colaborativa. E conheci uma família. Muito bem recebido, como se já convivesse com todos há anos. A equipe de vídeo, áudio, fotos e texto. Um colaborando com o outro e, em cinco minutos, já estava à vontade.
De computador ligado e iniciando a cobertura, tive outra impressão positiva: todas as bandas foram prestativas e camaradas. O pessoal conversava numa boa, curtindo o som das outras bandas e literalmente fazendo amizades. Conversamos primeiro com o pessoal do Midnight Sisters, que contou como é a cena musical em São Paulo, o que acharam do festival e a importância de um produtor de renome para o sucesso. Eles contaram também da dificuldade que é fazer música e manter o emprego. Ou manter o emprego pra fazer música.
O pessoal do Flat Black Pack também foi muito camarada, nos deu entrevista na rua e depois na nossa "central de comunicação". Só olhando os caras dá pra citar as influências deles: o chapéu, calças e botas lembram Motörhead e Lynyrd Skynyrd. E não, eles são são apenas mais uma banda de Southern Rock. O guitarrista solo tinha uma presença de palco e uma técnica apurada que como o próprio disse, são influências de guitarristas famosos como Stevie Ray Vaughan.
Teve gente que até veio de Belo Horizonte pra tocar no Demosul. Festenkois, o grupo que mais me chamou atenção, estava visivelmente cansada após o show. Também, após viajarem 14 horas, não é pra menos. Apesar de cansados, a resposta do público foi muito boa. Infelizmente apenas escutei essa banda, mas deu pra viajar no som influenciado por Smashing Pumpkins e Sonic Youth e aplaudido pelas pessoas que estavam presentes na ALONA. Particularmente achei sensacional ver que eles também influências mais pesadas como Pantera, Slayer e Black Sabbath. Ah, detalhe: tem uma mina que toca baixo e canta!
Figura a parte, Igor Diniz me lembrou muito o Slash, visualmente falando. Com uma camisa do Ramones e um chapéu de pirata, o cara mandou ver no último show da noite, tocando com The Traitors e mandando um punk/rock que incluiu um cover de Teenage Kicks, dos Undertones. Foi difícil ver alguém que não cantava junto. E foi pra fechar com chave de ouro.
A única coisa que não foi muito legal é que acabei perdendo o show dos caras do Locodillos (que por sinal, falaram que arrasaram). Tive que buscar uns equipamentos em casa e o trânsito de um sábado a noite não colaborou.
E com certeza valeu a pena. Conheci pessoas trabalhando para o Demosul e que tem tudo pra se tornarem parceiras, troquei "figurinhas" com o pessoal das bandas e, acima de tudo, me senti mais apaixonado pelo cenário independente nacional. Me senti em um grande festival com bandas sensacionais. E valeu muito a pena.
Antes de deitar, só pensei em uma coisa: são só as prévias!
Serviço: Hoje tem o último dia de prévias do Demosul na Vila Cultural Espaço Alona. Quem quiser mais informações sobre bandas e locais, clique aqui.
Chegar em um ambiente novo sempre causa apreensão: primeira vez no Espaço ALONA e numa equipe colaborativa. E conheci uma família. Muito bem recebido, como se já convivesse com todos há anos. A equipe de vídeo, áudio, fotos e texto. Um colaborando com o outro e, em cinco minutos, já estava à vontade.
De computador ligado e iniciando a cobertura, tive outra impressão positiva: todas as bandas foram prestativas e camaradas. O pessoal conversava numa boa, curtindo o som das outras bandas e literalmente fazendo amizades. Conversamos primeiro com o pessoal do Midnight Sisters, que contou como é a cena musical em São Paulo, o que acharam do festival e a importância de um produtor de renome para o sucesso. Eles contaram também da dificuldade que é fazer música e manter o emprego. Ou manter o emprego pra fazer música.
O pessoal do Flat Black Pack também foi muito camarada, nos deu entrevista na rua e depois na nossa "central de comunicação". Só olhando os caras dá pra citar as influências deles: o chapéu, calças e botas lembram Motörhead e Lynyrd Skynyrd. E não, eles são são apenas mais uma banda de Southern Rock. O guitarrista solo tinha uma presença de palco e uma técnica apurada que como o próprio disse, são influências de guitarristas famosos como Stevie Ray Vaughan.
Teve gente que até veio de Belo Horizonte pra tocar no Demosul. Festenkois, o grupo que mais me chamou atenção, estava visivelmente cansada após o show. Também, após viajarem 14 horas, não é pra menos. Apesar de cansados, a resposta do público foi muito boa. Infelizmente apenas escutei essa banda, mas deu pra viajar no som influenciado por Smashing Pumpkins e Sonic Youth e aplaudido pelas pessoas que estavam presentes na ALONA. Particularmente achei sensacional ver que eles também influências mais pesadas como Pantera, Slayer e Black Sabbath. Ah, detalhe: tem uma mina que toca baixo e canta!
Figura a parte, Igor Diniz me lembrou muito o Slash, visualmente falando. Com uma camisa do Ramones e um chapéu de pirata, o cara mandou ver no último show da noite, tocando com The Traitors e mandando um punk/rock que incluiu um cover de Teenage Kicks, dos Undertones. Foi difícil ver alguém que não cantava junto. E foi pra fechar com chave de ouro.
A única coisa que não foi muito legal é que acabei perdendo o show dos caras do Locodillos (que por sinal, falaram que arrasaram). Tive que buscar uns equipamentos em casa e o trânsito de um sábado a noite não colaborou.
E com certeza valeu a pena. Conheci pessoas trabalhando para o Demosul e que tem tudo pra se tornarem parceiras, troquei "figurinhas" com o pessoal das bandas e, acima de tudo, me senti mais apaixonado pelo cenário independente nacional. Me senti em um grande festival com bandas sensacionais. E valeu muito a pena.
Antes de deitar, só pensei em uma coisa: são só as prévias!
Serviço: Hoje tem o último dia de prévias do Demosul na Vila Cultural Espaço Alona. Quem quiser mais informações sobre bandas e locais, clique aqui.
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