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18/10/2010

Resumo do fim de semana

Depois das prévias, achei que o Demo Sul ia demorar pra chegar. Não. Ele já ta aí, começou sexta-feira, numa Londrina escura às cinco da tarde, o que nos tirou da Concha Acústica e colocou no Museu de Arte. Mas oi? Você que tem uma avó que mora aqui desde sempre, vá lá e pergunte: “vó, o que acontecia quando as pessoas esperavam ônibus com chuva na antiga rodoviária?” (ah é, momento história: o que hoje é o museu de arte era uma rodoviária). Com certeza ela vai responder que todo mundo se molhava. E foi o que aconteceu. Chovia de lado e quando eu tive a brilhante idéia de ficar na barraca onde estava o pessoal da colaborativa (que era fechada do lado), descobri que all star não combina com poça d’água.

Por culpa de toda essa água que caiu por aqui e da mudança de lugar, achei que não ia aparecer uma alma pra assistir aos shows. Mentira. Deu gente. O pessoal se aglomerava por ali, caçava um bar nas proximidades pra arrumar uma cerveja e esperava que terminasse a passagem de som e que as bandas começassem a tocar. Começaram. A primeira banda era Bernardo Pellegrini e o Bando do Cão Sem Dono, com suas músicas poéticas e um menininho fofo (devia ser filho do Bernardo) que ficava dançando na frente do palco. Depois veio lá de Pernambuco essa banda toda cheia de estilo chamada Babi Jaques e os Sicilianos. Uma belezinha. Babi tem uma voz linda linda, bate cabelo e usa vestido vermelho. Os sicilianos, muito bem alinhados, são responsáveis pelo som que fez a platéia encharcada dançar e dançar. Por último, a banda Cérebro Eletrônico. Estava do outro lado do museu entrevistando Babi Jaques e os Sicilianos e perdi o começo do show, mas tava todo mundo se divertindo enquanto a chuva caía.

Lá no museu, os colaboradores encarregados de escrever sobre os shows ficaram só observando e anotando tudo, já que não rolava Internet como no Alona. Já o pessoal das fotos, do vídeo e do áudio teve que se adaptar às condições diferentes pra conseguir todo esse material que já foi postado aqui.

Me contaram que o Alona ferveu na sexta-feira. Com o coraçãozinho na mão, eu tive que ficar em casa. Mas o sábado não ficou atrás. O psychobilly dos Sick Sick Sinners, de Curitiba, fez todo mundo dançar. O Alona foi infestado por camisas xadrez e som de baixo acústico. Curiosamente, o número de topetes por metro quadrado foi menor do que se costuma ver nesses shows. Algum colaborador observou que a galera fica longe do palco. No sábado essa distância diminuiu um pouco, mas não tanto. Alguém resolveu dar um mosh, sinalizava com os braços pra quem estivesse ali na frente se amontoar, ninguém obedeceu. Mosh fail.

A banda The Silver Shine, da Hungria, continuou no psychobilly. Eu ficava cansada só de olhar pra baixista, que é toda magrinha e toca aquele instrumento maior que ela dançando e cantando o tempo todo. Era com essa mesma energia que as pessoas dançavam na frente do palco. Tava bonito de ver.

E depois de um intervalo pra arrumar tudo – e nessa, uma galera foi embora -, entra a banda Vendo 147. O que eu tenho a dizer é: nossa. Sentei ali na ilha e fiquei só observando, hipnotizada pelas duas baterias e pela sincronia de toda a banda. Sem perceber, eu já estava batendo o pé no chão e tudo reverberava. Aí eu senti uma coisa no braço. Olhei pro lado, devia ser bicho. Na mesma hora, a Sarah, que estava do meu lado também olha. Ela também sentiu. Ta esquisito isso aí. Daqui a pouco alguém diz que tem farelo do teto caindo: “olha ali o notebook de fulano”. Tudo preto. Nenhum microfone, duas baterias e o teto se esfarelando sobre os colaboradores. Vendo 147 foi minha banda preferida da noite.

A noite de domingo começou cedo, com a banda Brazilian Cajuns Southern Rebels. Era a banda mais diferente da noite, tinha mais a ver com a galera que tocou no sábado. O palco ficou pequeno pros seis caras. Eles ainda dançavam. Também dancei. E boa parte de quem estava lá. Fosse quem tinha ido só para vê-los ou o público das outras bandas, que curte um som diferente. Na entrevista de áudio eles até falaram um pouco sobre isso aí, de tocar pra uma galera que não é a que geralmente vai aos shows deles.

Depois, a banda Test Drive. A ilha estava tensa depois da polemicazinha das prévias. Deu tudo certo. Os meninos vieram com bichinhos de pelúcia no palco, trouxeram a caravana e rolou twitcam pras fãs que tinham aula na segunda-feira e a mãe não deixou vir pro show. Eles responderam as críticas feitas por aqui, falaram que “se é pra ser fofo, então é” e ainda conversaram sobre com a Tati na entrevista de vídeo. E se saíram bem, devo dizer. Por fim, tocou a banda Sugar Kane. O hardcore dos caras fez todo mundo pular igual louco, bater cabeça e cantar junto. Não caiu farelo do teto dessa vez, mas com certeza foi o show com público mais empolgado até agora.

Continuo achando que a coisa mais legal de estar todos os dias no Demosul, conversar com quase todas as bandas e observar bem o público em cada show é perceber essa diversidade, as diferenças entre estilos, bandas e públicos. Aliás, as bandas desse fim de semana apareceram cheias de peculiaridades. O guardador de baquetas de um dos bateristas da Vendo 147, a colher no bolso do vocalista da Brazilian Cajuns e os bichinhos de pelúcia da Test Drive (as explicações estão nas entrevistas em vídeo que eu vou linkar de novo, aqui, e aqui, respectivamente). Claro, sem contar todas as piadas que surgem na ilha e a troca de experiências que rola entre os colaboradores. Eu continuo me divertindo. E esse foi só o primeiro fim de semana.

17/10/2010

Conversa com as bandas da noite.

E no terceiro dia do Demosul tocaram três bandas: Brazilian Cajuns Southern Rebels, Test Drive e Sugar Kane.

Os primeiros a subir ao palco foram os caras da banda Brazilian Cajuns Southern Rebels, daqui de Londrina. A banda tem seis integrantes, o que fez o pessoal aqui da colaborativa se bater pra enquadrar todo mundo na entrevista de vídeo. Como foram a primeira banda e talvez pelo fato de o som deles ser bem diferente das outras duas da noite, o show começou vazio, mas depois a galera foi chegando. Era difícil ver alguém que não estivesse balançando a cabeça ou batendo o pé no chão. Na entrevista a banda fala sobre suas influências e conta como é tocar para um público diferente do que geralmente frequenta seus shows.


Vinda das prévias do Demosul, a banda Test Drive, de Cambé, trouxe pro Alona menos gente que no show passado, mas veio com produtor, fotógrafo, fãs histéricas, bichinhos de pelúcia no palco e transmissão via Twitcam. (Aqui você vê a entrevista em vídeo) Conversei com eles sobre o fato de serem uma banda vinda das prévias e sobre os shows que têm feito por aí:


Por último, a banda Sugar Kane, de Curitiba. Foi o show mais cheio e mais animado. Tinha coro cantando as músicas - até as mais novas - e batendo cabeça na frente do palco. Nessa entrevista aí embaixo eles falam sobre as influências da banda e contam que já tocaram em Londrina algumas vezes.

Essa tal cobertura colaborativa - II

Essa coisa de colaborar tá mexendo comigo. A cada noite vou me sentindo mais íntima de músicos que não moram na minha cidade. De músicos que não tem a minha idade. De músicos que, às vezes, nem falam a minha língua. De músicos que, até ontem, eu nem conhecia.

Essa coisa de colaborar tá mexendo com a gente. Recebo ofertas de carona, porque pra colaborar é preciso. Recebo convites para dormir n'outra casa, porque também pode ser preciso. E quem oferta é alguém que sabe meu nome, que conhece a minha cara, minha voz, mas que, há um mês, não sabia nem que eu existia. Não sei se dá pra entender bem o que eu quero dizer... Até com o jeito da gente dizer as coisas essa colaborativa andou mexendo. Ah, essa colaborativa, estranhamente genial.

Acabo de voltar da terceira noite do festival Demo Sul. Hoje é domingo (pelos próximos 19 minutos) . Eu devia estar cansada, e estou na verdade, mas, mais que cansaço, olhando pra este fim de semana de Demo Sul eu sinto uma enorme satisfação. Um orgulho bobo até. De ver como isso funciona, de ouvir os elogios que nos fazem, e que nós mesmos nos fazemos. Orgulho dessa relação meio cúmplice que estabelecemos. E, de minha parte, orgulho de já reconhecer o estilo que cada um de nós aplica ao colaborar. Os reflexivos já são a cara do Thiago, e mesmo que ele desse outro título, nós reconheceríamos. As fotos da Luh, da Renata, da Tate, levam um pouco da visão de cada uma delas, e são fantásticas. Os textos da Tati, que elogiam e criticam com classe aqueles que merecerem. E, nossa, é tanta gente e tanta coisa, não é?

Olhando pros últimos dias eu concluo, modesta e felizmente, que estamos nos dando bem, cada um e todos juntos. Que essa colaborativa reflete, inclusive, o sucesso que a décima edição Festival está tendo. Não sei, galera, acho que, no fundo, cheia dessa minha pretensão, estou escrevendo este texto pra nos elogiar. Pra dizer que me sinto muito à vontade trabalhando com vocês, e que às vezes acho uma piada chamar isso de trabalho. Porque, poxa, a gente acaba se divertindo tanto, não é?!

As observações sobre o show desse domingo ficam pra amanhã, talvez depois, pra fazermos uma coisa de cada vez. A princípio só gostaria de deixar registrado que essa noite me lembrou em muito o último domingo das prévias. Não só pela presença da Test Drive (que foi a vencedora do domingo referido), mas pelo clima geral. Pelo entrosamento, a liberdade que sentimos. E as "eleições" humoradas que, em off, fizemos (ai, essas solteiras na ilha). Dessa vez, devo dizer, o som estava melhor, inclusive o som da criticada Test Drive. Mas o mais importante, mais uma vez, foram as piadas e as ideias trocadas, dos lados de dentro e fora do Alona. E claro, os nossos pés e cinturinhas balançando ao som de (quase) todo acorde tocado.

Essa colaborativa virou um aconchego, e eu gosto de me sentir em casa.

Entrevista com Test Drive

A banda Test Drive, de Cambé (PR) foi a segunda a se apresentar hoje. Vale lembrar que eles estão no festival após serem os mais votados na última noite das prévias , quando cinco bandas foram selecionadas para fazer parte do Demo Sul. Mas, a passagem deles causou polêmica aqui com a cobertura colaborativa. E agora os garotos voltam mais tranquilos, organizados, preparados. No vídeo, eles falam suas considerações sobre as críticas recebidas e até brincam com o título de rock fofo, dado aqui no blog à banda durante as prévias. Confere aí:


Banda Test Drive

Continuando a noite "peculiar" a segunda banda a subir no palco do Demo Sul hoje é a Test Drive, a primeira banda das prévias a se apresentar no festival. Bem, como era de esperado a banda chegou com seus vários fãs, fez o seu som, seguiu seu sonho. E mais, essa semana completou 1 ano de existência, parabéns para os caras!

Bem vamos as fotos do "fofo show" da noite:




E uma pausa para o momento "cachoeira de pirulitos, sorvetes, e bichinhos":


Test Drive, agora pra valer

Confesso que tô bem tensa. A banda Test Drive subiu no palco e a última vez que isso aconteceu o bafafá foi longo. A banda que se define como hardcore melódico foi selecionada no último dia das prévias do Festival. A repercussão foi tamanha que agora eles voltam para o Festival um tanto cabreiros.

Bem mais quietinhos do que na apresentação do mês passado, se comportaram na salinha da colaborativa como uma boa banda de público de fãs da Malhação deve ser. Chegaram com crachás, fizeram grito de guerra e tem até um produtor que tá lá embaixo acompanhando o que a gente tá postando. Tá certo, é isso mesmo, melhor garantir.

Mas, não chorem meninos, entre nós aqui rolou até um certo carisma pela noite de rock fofo do Festival. E esses ursinhos no palco? Aauunn! Sabe, eu também acho que essa cobertura colaborativa as vezes é meio atentada. E, óh só, espero mesmo que além de toda essa preparação vocês tenham se preocupado com o som que vão fazer também. Porque agora não rola mais fazer test drive, o Festival começou pra valer.

12/09/2010

Test Drive a caravana de Cambé!


Muitos pulinhos, mas MUITOS pulinhos mesmo. A banda Test Drive chegou agitando a galera, essa aliás foi trazida de Cambé city com muitos adolescentes e suas mamães acompanhantes. Mas enfim, a banda agradou  e é forte candidata pelo jeito. Será que trazer 50 votos de casa vale?

Test Drive veio de caravana pro Demo Sul

A segunda banda da noite foi o Test Drive. Galera mais novinha, cabelos despenteados e blusa do Dead Fish. Mais voltada para o público jovem mesmo,  a banda de Cambé tem influências do CPM 22, NX Zero e Strike.
Aparentemente, eles trouxeram uma galera pra curti o Demo Sul. A galera canta as músicas, pula, acompanha com palmas e se joga mesmo no som dos caras. Algum dos integrantes trouxe a família toda pra curti o show! Até criança no meio da galera tem! E o fotógrafo próprio da banda também tá lá em cima do palco.
Prestes a gravar o 1º CD, a idéia dos caras é viajar no som que eles acreditam!
Rolou um 'toca Raúl', mas a galera também pediu mais, e a última música foi cantada aos berros pela galera que tá quase em cima do palco já.

Banda Test Drive - Prévias DemoSul

No palco a banda Test Drive. "A banda surgiu em outubro de 2009 com um único objetivo, fazer um som que acreditam...  buscar nas notas, tons e acordes dos seus instrumentos a realização do sonho, que é a MÚSICA própria".
Diretos de Cambé - PR, estão agitando a galera, com direito a pulos e sinais de coração, isso lembra alguma coisa??


DemoSul 2010, Democratizando o som ao extremo....