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22/10/2010

Baque de Soatá ganha Londrina

Não houve outra opção, não tem volta: os tambores da Soatá (DF) invadiram Londrina. A apresentação da banda fez com que a galera presente no Grêmio se recordasse porque a banda conquistou a todos do festival já nas prévias. Confira o video com parte do show e entrevista com o grupo:


Ellen Oléria do Soatá

Ela me deu uma entrevista e é uma pessoa muito doce.
Ellen Oléria, da banda do Distrito Federal, Soatá, conta pra gente como surgiu a banda e impressões sobre Londrina.
A banda surgiu de um outro projeto que chamava Epadú, que surgiu com todo o movimento da cena musical local. O guitarrista Jonas, compositor de maior parte das músicas se mudou do Pará para Brasilia e trouxe toda essa influência que fazem parte das músicas que o Soatá toca hoje.
Ellen conta que as influências da banda são o jazz, o daft e o samba.
Ela também fala que esse negocio de de rotular a banda é besteira. Que na real eles tão brincando de fazer música brasileira e misturam tudo que eles escutam.
Ela também contou que esse encontro de todas as pessoas da banda aconteceu de um jeito inesperado e que isso que traz toda essa "good vibe" pra banda.
Sobre o nome da banda: é pra homenagear a andança, a fertilidade, a morte. É dualidade. É a pira que eles tiram nas tradições amazonicas mas é também a pira de querer fazer algo novo.
Sobre Londrina: eles falam que o público é generoso demais, e que recebem eles com o maior calor e muita boa vontade! e que prometem que querem muito tocar muitas vezes aqui ainda.

É isso, a Ellen é um doce.
Visú!

Entrevista com as bandas

A noite está linda, até a chuva é bem-vinda. Tá rolando agora o show do Júpiter Maçã, e enquanto por aqui tá todo mundo curtindo, aqui vão algumas entrevistas com as bandas que já passaram pelos palcos do Demo Sul essa noite para você escutar.

Entrevista com o Felipe, baixista do The Brown Vampire Catz, que toca pela quinta vez no Demo Sul:

Entrevista The Brown Vampire Catz by juliana_benetti

Entrevista com Jonas, guitarrista da Soatá, banda de Brasília que participou e foi selecionado nas Prévias:

Entrevista Soat by juliana_benetti

Entrevista feita por Lucas Marcondes


Entrevista com Ivo, guitarrista da Hocus Pocus, que conta como foi o show e o que espera dos próximos shows:

Entrevista Hocus Pocus by juliana_benetti

Entrevista feita em parceria com o Lucas

Eae, como tá o Demo Sul? - Parte 1

'Tá do caralho!!' - É o comentário que eu mais ouvi durante o show do Soatá que tava bombando até agora aqui no Demo Sul! Na dúvida se eu ficava curtindo o somzasso dos caras ou se eu fazia entrevistas, eu conversei com algumas pessoas que tavam por ali pra ver qual era a opinião geral a respeito do 8º dia do festival.
'Eu não sabia quem que era, que que ia rola e olha, curti demais! Tá do caralho!', disse Fofão, que tava meio perdido ali no meio da galera e meio atrasado tinha acabado de chegar. 'A única reclamação que eu tenho é que esse chão é de concreto! Como que a gente vai dançar essa música foda nesse chão duro?', ri,
Ana Carolina Luz disse que tá achando muito bom, 'a negona manda muito', diz também rindo enquanto Yuri Martinez que estava junto afirma que 'é o único festival de rock que tem o respeito de dividir o palco com o manguebeat, uma mescla muito nobre'.


Dançando freneticamente no meio da galera, Marcele Aires também diz estar amando o show, que tá tudo muito bom!
Lucas Cortes também elogiou desde o show, à infraestrutura, até o estacionamento. 'Tá visu!', resumiu.
E pra acabar com esse post, Henrique Morita disse que o mais legal é que quando um festival desses traz alguém 'conhecido', acaba também valorizando as bandas que tocam junto, pois quem não foi pra ve-las, acaba conhecendo e curtindo também novos sons.
E é isso ae! A galera toda curtindo horrores aqui!! E os shows rolando uma hora na parte de baixo do Grêmio, outra hora no palco de cima ... Muito bom!! #docaralho

Foto: Tatiana Ribeiro

Mais Soatá

Banda Soatá!! Muito F!@#


Soatá acabou de passar por aqui, e a galera toca MUITO! O pessoal pulou ao som da banda de Brasília selecionada nas prévias, e curtiu muito o show. Eu que já era fã dos caras, sou muito mais agora! Vejam algumas fotos =D




Soatá

Depois de chegar na Avenida Saul Elkind perceber que o caminho tava errado e então tentar novamente e chegar em Ibiporã consegui chegar aqui. Cerca de 1 hora pra um percursso que durava uns 15 minutos. Tudo bem.
Acho que a frase que eu mais falei desde da primeira prévia do festival foi "Que VISÚ, velho".
E eu acho que é a melhor expressão que eu posso usar pra definir tudo isso. É visú demais.
A banda lá da terra do senado tá terminando o show. A banda chama Soatá e consegue retratar certinho o que é miscigenação. O som é uma mistura de milhares de sons que percorrem todo este nosso Brasil.
A banda tem como base o rock mesmo mas pelo que eu notei mistura até certos ritmos de rituais indegenas e coisas assim. É legal, o cara tem um chocalho demais.

Eu tô indo lá descubir o que significa e de onde eles tiraram esse nome Soatá e já volto pra contar pra vocês.

Formação da banda: Jonas Santos (guitarra), Ellen Oléria (voz, violão, cavaquinho e banjo), Dido Mariano (contrabaixo), Lieber Rodrigues (percussão) e Riti Santiago (bateria).

Visú!

Que soem os tambores: SOATÁ (DF) se apresenta hoje no Grêmio

"Bem, levaremos a nossa vontade e prazer de estar fazendo um som que nós construímos com muita dedicação e respeito, alegria de estar compartilhando esse som com a galera de Londrina, que representa um contato com uma diferente cultura e região. É uma grande honra pra gente essa oportunidade e queremos colocar Londrina pra ouvir, pensar e dançar!" – Jonas Santos, guitarrista da Soatá*


Os timbres da banda Soatá , do Distrito Federal, ecoaram por Londrina no segundo dia das prévias com uma força tamanha que resultaram em seu retorno para o festival hoje, 22 de outubro, às 21h, no Grêmio. Para esta batida marcante, o grupo evoca manifestações musicais e folclóricas como carimbó, lundu, marujada, retumbão, siriá, marabaixo, samba de cacete e do boi.

Pela primeira vez no Festival Demo Sul, a banda acresce à sua música ímpar, ritmos como o funk, reggae, hip hop e rock. Em suas músicas, relações étnico-raciais complexas, tais como as tradições populares e as relações de domínios e resistências dos povos amazônicos, eles exploram os versos em baques que o grupo define como rockarimbó, carimbeat, funkarimbó, índiostrial e Hard Quadrilha Core.

A ponte entre Belém e Brasília que se estende agora para o sul do país é formada por Jonas Santos (guitarra), Ellen Oléria (voz, violão, cavaquinho, banjo), Dido Mariano (contrabaixo), Lieber Rodrigues (percussão) e Riti Santiago (bateria). O guitarrista Jonas Santos define esta conexão como um "intercãmbio de idéias". Atualmente, as letras são escritas por ele, mas algumas parcerias com a vocalista Ellen já estão surgindo.
Jonas é paranaense e mora em Brasília há 12 anos. "Escrevi sobre aquilo que vi e vivi quando morava em Belém do Pará; não como um pesquisador, mas como um simples espectador", conta. O músico começou a escrever com mais dedicação quando viu o grupo Soatá nascendo e percebeu que deste novo ambiente surgiriam outras dimensões além da cultura nortista. Hoje, a banda fala do místico que transita nesse mundo dito real, de conflitos e desigualdades sociais. Segundo Jonas, cada integrante interpretou a proposta de exploração e fusão desses rítimos amazônicos com suas próprias influências,o que enriqueceu o trabalho da banda.

*Soatá é o período em que os caranguejos do nordeste do Pará buscam parceiros para se acasalar. Para isto, perambulam entre materiais orgânicos, caules, raízes e detritos expostos no lamaçal proporcionado pela maré baixa. Alguns destes caranguejos acabam por ultrapassar as fronteiras e ao atingir terra firme, mata fechada, habitações isoladas, lavouras, estradas e vilas, tornam-se vulneráveis a predadores, o que cria um paradoxo entre a possibilidade de reproduzir/viver e o risco da morte.

É hoje! O que você perguntaria para eles?

Eh, pessoal, é hoje! Já já vamos para o Grêmio, acompanhar a montagem dos equipamentos, passagem de som, chegada das bandas. Enquanto isso, nossa ilha da colaborativa está ficando uma belezinha, com 8 gigas para gente se acabar bastante por aqui.
Infelizmente, a assessoria de imprensa do Tom Zé informou que ele não dará entrevistas. Felizmente, a nossa assessoria diz que colaborativa que é colaborativa, tenta mesmo assim ;)
E hoje também é dia de Jupiter Maçã, Soatá, Nevilton, Mescalha, Hocus Pocus e The Brown Vampire Cats. Também quer perguntar algo para eles? Manda ver.
Não vale perguntar pro Tom Zé do metarefrão microtonal e polisemiótico da música Tô ficando Atoladinha. Não vale perguntar pro Medina onde ele repica o cabelo. Não vale perguntar pro/a (ooooopa galera) se tem namorado/a. No mais, o blog é todinho de vocês! Divirtam-se!