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23/10/2010

Mescalha: das Prévias ao Festival


Em meio ao vuco-vuco de Tom Zé e trupe, trocamos meia-dúzia de palavras com o João Marcelo, vocalista da banda londrinense Mescalha, que se apresentou ontem pouco antes da principal atração da noite.

Perdoem esse intrépido repórter por ter postado um áudio nada a ver. Agora, deliciem-se com o áudio correto da entrevista.

João Marcelo by Lucas Marcondes

Mescalha e o som anfetaminado

 Quando você acha que já viu de tudo em psicodelia, eis que surge o Mescalha te provando o contrário. Os meninos se apresentaram ontem no Grêmio e vieram do jeito que a gente já esperava: camisas semi-abotoadas, calça de couro (igual a que o Júpiter e eu também vestíamos, mas sem estar furada como a do lunático), as botonas já conhecidas e, claro, muita performance.
Foto: Renata Cabrera


Já que material sobre os meninos aqui no blog é quase o que não se encontra, lá vou eu escrever as minhas impressões sobre a banda + o show de ontem.

 

Primeiro, claro, começo (re) elogiando a qualidade dos músicos que compõem a banda.  E isso muita gente há de convir. Mescalha pode até não ser tipo de som de muita gente, mas que isso não coloca em cheque a qualidade de quem o faz, não coloca. É inegável. Os músicos possuem vários projetos paralelos ao Mescalha e em todos eles o feito é feliz.

 

Chamem do que quiser, mas na minha humilde e leiga opinião, estou pra dizer que os caras compõem o pacote de músicos pés vermelhos que resolvem a equação feeling + técnica inacreditavelmente bem.  Eles não se limitam tecnicamente o que gera, por consequência, uma não-limitação criativa. Trocando em miúdos: eles sabem o que fazer e, melhor, sabem como fazer.



Foto: Renata Cabrera


Agora falo sobre as sensações provocadas em uma apresentação da Mescalha. Mais especificamente sobre a de ontem. É claro que como todo som psicodélico que se preze, os caras jogam as letras na temática da subjetividade, da loucura e do incompreensível.  Mais que isso, conseguem fundir tudo e provocar sensações no público. Tudo, por incrível que pareça, sem o uso do sintetizador. Como? Vitor Delallo, baterista da banda, explica: “Nós usamos uns efeitos no baixo e na guitarra. Mas eu acho que é a idéia das músicas, elas já vem munidas de um certo psicodelismo natural”.



Se a intenção das letras é agradar o público que curte fritar o cérebro no estilo “LSD auditivo”, os caras se saem muito bem. Mas para quem não curte o que foge do coerente, as letras podem soar muito “anfetaminadas” e não ser uma ótima pedida.
Por se prenderem tanto no lance do alucinado, falta um “quê” de poesia e sentido nas composições. Muitas das quais parecem um amontoado de frases desconexas que, por certo tempo, provocam até uma alucinaçãozinha em quem ouve.



Outro ponto a ser ressaltado é que pela força sonora da banda, o vocal se esconde, perde, cede seu espaço. A banda tem tudo muito bem demarcado, mas o vocal fica meio escondido dentre tantas demarcações. Vitor fala que isso se dá principalmente pela dificuldade em se compor rock em português. “O nosso foco é o geral da música: onde cabe voz, tem voz. onde não cabe, não tem. Não forçamos, é tudo bem natural. Além disso, por gostarmos do progressivo, muitas partes instrumentais, o vocal “sumir” é uma coisa recorrente”, explica.



Apesar da ressalva, eu gostei muito do show (e olha que eu havia visto um show deles no dia anterior haha). E não fui a única. Apesar de a banda ter tocado antes da atração principal da noite, no palco de cima (era longe do que o Tom Zé se apresentaria, tínhamos que subir uma quantidade considerável de degraus), os meninos conseguiram lotar o espaço e, apesar do pouco tempo de apresentação, que era cronometrado pelos técnicos, fizeram o público curtir e cantar junto.

22/10/2010

Um show atrás do outro

"Um show enraba o outro". Foi isso o que eu ouvi agorinha, enquanto transitava pelo show do Júpiter Maçã. E é verdade, a colaborativa tá se desdobrando em mil pra dar conta de fotos, textos, videos, entrevistas, conversas com o público. Isso tudo em dois palcos, separados por alguns metros. Um tão quente quanto o outro.

Agora a chuva começou a cair. Um pedaço da galera é mais "derretível" e disputa o espaço da barraca com os técnicos do som, computadores, colaborativa e outros derretíveis. Mas não sei nem se um quarto do público caberia aqui dentro, é sério. A casa tá cheia, e o prato principal da noite, o Tom Zé, tá chegando logo mais.

Antes dele, a banda Mescalha já começa sua apresentação no palco lááááá de cima. Acredite se quiser, eu ainda não presenciei um acorde desse palco e devo aproveitar enquanto é tempo. E ntão vou-me, que logo tem Tom Zé, que não dá entrevista pra colaborativa, mas dá show, né não?!

É hoje! O que você perguntaria para eles?

Eh, pessoal, é hoje! Já já vamos para o Grêmio, acompanhar a montagem dos equipamentos, passagem de som, chegada das bandas. Enquanto isso, nossa ilha da colaborativa está ficando uma belezinha, com 8 gigas para gente se acabar bastante por aqui.
Infelizmente, a assessoria de imprensa do Tom Zé informou que ele não dará entrevistas. Felizmente, a nossa assessoria diz que colaborativa que é colaborativa, tenta mesmo assim ;)
E hoje também é dia de Jupiter Maçã, Soatá, Nevilton, Mescalha, Hocus Pocus e The Brown Vampire Cats. Também quer perguntar algo para eles? Manda ver.
Não vale perguntar pro Tom Zé do metarefrão microtonal e polisemiótico da música Tô ficando Atoladinha. Não vale perguntar pro Medina onde ele repica o cabelo. Não vale perguntar pro/a (ooooopa galera) se tem namorado/a. No mais, o blog é todinho de vocês! Divirtam-se!

11/09/2010

Do tropicalismo ao progressivo

 Entre as mais conhecidas bandas locais do cenário musical londrinense, a banda Mescalha marcou presença no palco do Espaço Alona na noite de ontem.  Apresentando um som psicodélico cravado em arranjos de Blues e Rock and Roll, a banda começou o show com a composição “Bolero do ar vermelho” e foi bem recebida pelo público.

Num primeiro momento o que chama a atenção é o som no estilo rock and roll abrasileirado que consegue absorver e ponderar referências como Mutantes, Novos Baianos, Secos e Molhados, além de clássicos como Jimi Hendrix, Frank Zappa e, claro, Led Zeppelin.  Em segunda instância é a originalidade das letras embaladas aos riffs de guitarra que provocam combustão nas emoções do público. Excêntricas em sua maioria e altamente capazes de despertar as sensações mais intrínsecas aos que assistem aos shows.

Mas não é só a sonoridade excêntrica da banda que atrai o público e os remete aos artistas referenciados. A semelhança física meramente coincidente – ou não? – de um dos integrantes da Mescalha com o astro do rock Jimmy Page reforça a influência do Led Zeppelin no trabalho da banda. Além disso, a presença de palco dos integrantes também permite ao público uma rápida alusão à banda mais popular da década de 70 e da história do rock.

Aos que ainda não conhecem o trabalho da banda, clique aqui e boas vibrações para que os votos de ontem levem-na mais uma vez ao palco oficial do Demo Sul!

10/09/2010

Fim de Prévia


Fim de noite nas Prévias do Demo Sul. Mescalha fecha com um som primoroso. Pra mim, já são favoritos para se classificarem.

Boas noites, sonhem com muito rock'n roll.

Mescalha e a pura psicodelia!


Mescalha rolando e a galera curtindo muito o som da banda londrinense! A banda é fenomenal. O que me faz pensar que é um pecado ter que escolher só entre uma das que tocou hoje. É.. o Demo Sul já começou pra galera que está vindo conferir as prévias.

Mescalha com um cheirinho especial

Cabelo comprido, jeans justinho, camisa aberta e muuuuito rock'n'roll!! Mescalha, banda super conhecida no cenário muscial londrinense tá mandando ver aqui. A galera tem um som próprio, um rock com a pitada certa de psicodelismo. E eu não sei lá na pláteia, mas aqui na ilha da comunicação colaborativa tá rolando um cheirinho suspeeeeito que até o Gabriel Ruiz comento!! haha

Londrina e Banda Mescalha

eie, eie, eie. som! A banda Mescalha testanto microfones!
Queridinhos do público londrinense, a banda canta músicas próprias de muita qualidade e também covers de Novos Baianos, Jimi Hendrix, Secos e Molhados, entre outras. Medina (queridinho das mulheres londrinenses) toca guitarra perfeitamente! Paiva no baixo, João Marcelo no vocal e Vitor na bateria também.
Mescalha é Londrina.  Londrina também é Mescalha.

Rock n'roll e mescalina

É a vez da banda londrinense Mescalha apresentar o som no palco do Espaço Alona. Camisas semi-abotoadas, Psicodelia e Rock n' roll formam o estilo da banda que já está no cenário local há 3 anos.
Puxa que o ar está vermelho!!!!

Daqui a pouco, Mescalha no palco


Os Gametas acabaram de encerrar sua apresentação - bastante vibrante, diga-se de passagem. Em alguns minutos, a banda londrinense Mescalha, a última da noite, começa o show no ALONA.

A presença do público é baixa, infelizmente. Quem não veio, perdeu a chance de prestigiar músicas autorais de qualidade.