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22/10/2010

Mitch & Mitch

Que Mitch & Mitch foi uma das melhores bandas do Demo Sul todo mundo já sabe. Eles começaram o show fazendo uns sons diferentes e mandaram de cara um cover bem único de 20 eyes do Misfits. Pirei na hora e fiquei hipnotizada pelo som dos poloneses o show inteiro.
Pra quem perdeu a oportunidade de assistir o Mitch & Mitch e conhecer o som da banda, tem um pedaço de uma música aqui:

Musica Mitch Mitch by juliana_benetti

Aqui nesse áudio, o vocalista tenta mandar um pouco de português e tem uma parte de outra música:

Mitch Mitch português by juliana_benetti

E nesse aqui está a entrevista que eu fiz durante o intervalo entre os shows com as impressões da Alessandra, que veio de Piracicaba para prestigiar o Demo Sul:

Entrevista Alessandra Brusantin by juliana_benetti

Noite de quarta (20/10) no Demo Sul

21/10/2010

A simpática noite de quarta

Uma vinda diretamente das terras do manguebeat; outra de solos poloneses. O que uma noite reunindo dois sons tão distintos poderia render? Antes de acontecer gerou expectativa. Após ter acontecido acabou rendendo uma noite divertida e muito simpática.

O primeiro contato memorável que tive com a banda Mombojó foi em 2007, quando uma matéria publicada na revista VEJA tachava o grupo como os girininhos da banda Los Hermanos. Na época meus barbudos preferidos (sim, eu adoro Los Hermanos, bem como barbudos – mas sou legal e não acho que o Camelo é o Chico Buarque da nova geração) tinham acabado de deixar os fãs órfãos. A matéria falava sobre como as bandas Mombojó, O Teatro Mágico e Móveis Coloniais de Acajú seguiam a mesma linhagem e seriam, num futuro próximo, as novas bandas aclamadas pela galera que curtia o som dos Hermanos.

Parei na matéria. Ainda que o som dos cariocas fosse uma das coisas que mais tocava no meu Winamp na época, o tom debochado da matéria nem deu margens e me aliciou a um aprofundamento no dos pernambucanos. Mas, vejam só vocês, que ironia do destino, três anos após ler a matéria, o Demo Sul me colocou em contato com o som da banda. Mais que isso: me permitiu assistir o show sob a ótica da cobertura colaborativa! Vixe.

Antes de assistir o show, através da pesquisa feita um pouco após receber os releases, descobri mais uma coincidência com os barbudos. Um dos discos da Mombojó (Amigo do Tempo) até usou a mesma tática feita pelos Hermanos no disco Ventura: exilaram-se em uma casa, próxima a natureza e longe do barulho da cidade, e gravaram a base do disco longe de estúdios. Bom, talvez não seja mera coincidência.

Devo dizer que não vejo grandes semelhanças entre as bandas citadas. Ok, a música “Papapá” (que foi tocada no palco do Demo Sul e pareceu ser uma das mais esperadas pelo público) eu até que detectei um viés de “Conversa de botas batidas” dos cariocas, mas, ainda assim, não consegui ver tantas outras coisas.

Em poucas palavras, Mombojó, para mim - que conheço muito pouco, diga-se de passagem - é: um vocal que não obedece a lógica hierárquica de se sobressair aos instrumentos, composições formadas por muitos versos soltos e um “quê” de dadaísmo.
Para quem gosta dessas coisas todas e de uma misturinha de estilos que passam pelo reggae, rock, jazz, samba, surf music, manguebeat e eletrônica, tem seu charme.

Vale dizer que Dudinha e eu tivemos a chance de conversar bastante com os meninos da banda sobre vários assuntos (em principal sobre a intrigante influência dos Hermanos e do manguebeat). Fomos convidadas para cantar parabéns ao tecladista no camarim (com direito a bolo de chocolate, nectarina (ou era pêssego?) e cerveja – tudo devidamente registrado em vídeo que em breve estará aqui!) e acabamos a noite jogando sinuca no Rock Ball.
O bolo, as nectarinas, a cerveja e produtora. Foto: Duda
O suficiente para que os meninos conseguissem mudar aquela impressão que a gente teve quando soube que os caras mal deram “bom dia” para os nossos solícitos amigos colaborativos que ajudaram a carregar as malas dos integrantes da banda no início da manhã. O que posso dizer é que, pelo menos nessa ocasião, os pernambucanos foram simpáticos.

Por fim foi a vez dos polacos do Mitch & Mitch subirem ao palco. Nesse caso, meu primeiro e único contato com a banda foi através do festival (valeu, Marcelão!).
A começar pelo nariz do vocal, já simpatizei (admito: nariz avantajado é o meu ponto fraco!). Mas não foi só o nariz do vocal que provocou simpatia.O show foi incrivelmente bom, a banda se mostrou diferente de tudo o que eu já havia ouvido e visto até o momento. Os caras trouxeram para o palco um som que ia do calmo ao extremo agitado, em variáveis rítmicas que aconteciam dentro de uma mesma música.

E que nariz! Foto: Renata Cabrera
O show teve uma vibração diferente. Talvez tenha relação com a frequente tentativa do nariz simpático em arranhar o português para tentar uma aproximação com o público entre e durante as músicas. Até abandonei meu computador em uma das mesas, peguei um chopp e me dei o direito de aproveitar o show. E aproveitei. Quer dizer, aproveitamos!
Estou para dizer que, como já disse a Isa, foi o Marcelão o que mais curtiu o show (saquem só a alegria do garoto). Mas ele não foi o único. Pelos post's e pela empolgação do galera, tenho o palpite de que talvez esse tenha sido o show que a Cobertura Colaborativa mais curtiu até o momento.

Não sei se o lance de a internet do Sumatra não ter colaborado para a gente abastecer o blog em tempo real contribuiu para a galera, assim como eu, ter desistido dos seu computadores e ir curtir o show direito. Mas que nós estávamos alí em frente o palco, nos pés dos poloneses, a gente tava. Sem a menor intimidação, deslumbrados com a qualidade do show. E para vocês verem que não estou mentindo, dêem só uma olhada nas fotos que seguem: parte da cobertura na tentativa - criada pelo Marcelão - de fazer dois M's com as mãos em homenagem ao nome da banda. Haha

Larga o copo, Mil grau! Foto: Duda
Foto: Duda


Que noite!!

Simpósio, Mombojó e Mitch & Mitch

Vamos começar de trás pra frente. Daqui a pouco rola lá na UEL, na sala 656 do CECA, o Sexto Simpósio de Música Independente. Vai começar as 14h e lá vão rolar três palestras: do Alex Antunes, da Márcia Buzalaf e da Carolina Tokuyo. Conversei hoje de manhã com a Márcia (ok, eu sou suspeita de falar dela, porque é minha professora).


Ela vai falar sobre a relação dos meios de comunicação de massa com a música e a cultura independente. A Márcia é jornalista, bauruense, veio pra Londrina ano passado pra dar aula na UEL.  Na palestra, ela deve relacionar o tema à tese de douturado dela, que foi um estudo sobre a censura no jornal alternativo O Pasquim. Ela também contou pra gente (aqui no áudio que a Ju Benetti gravou) que está bem feliz e ansiosa por palestrar do simpósio, já que é o primeiro evento londrinense em que ela participa.


Depois das palestrar ainda rola um debate sobre os temas. Pelo jeito, ainda dá pra fazer inscrição aqui. Mas corre que ta quase na hora!

           
Aí ontem. Rolou Mombojó e Mitch&Mitch. Na passagem de som do Mombojó, eu tive a impressão de que tava cada um tocando sozinho no seu quarto. Mas ok. O show levantou o público e era bonito ver todo mundo cantando e dançando freneticamente. Só não digo mais porque gravei minhas impressões (e de outros colaboradores) em áudio antes e durante o show.
           
A banda Mitch & Mitch me encantou. Se a minha primeira impressão do Mombojó foi que cada músico estava sozinho, os poloneses me fizeram pensar o contrário. Acho que poucas pessoas que estavam ali já conheciam bem a banda. Todo mundo dançava. Em uma música o polacão cativou o público que, as vezes veio até sem esperar muito. O cara chamou todo mundo de paraguaio e arrasou no português. O som? O som é diferente. Tem hora que é calmo, hora que é rápido e olha, nem dá pra ficar falando. Tem que ouvir. Pena que eu tive que sair logo e não pude ficar pra assistir tudo.


 Falando em sair, não vou poder acompanhar de perto o Demo Sul até o fim. Uma pena. Mas é isso aí. A cobertura colaborativa é incrível e vai continuar assim. Fiquem ligados que amanhã e sábado tem mais. Mais som, mais fotos, entrevistas e textos. 

Mitch & Mitch

Passagem de som - Mitch & Mitch

A passagem de som do Mitch & Mitch foi marcada pelos burburinhos de quem estava passeando pelo salão e, ao mesmo tempo, pelos afinados de instrumentos que até então, não sabíamos onde irião chegar.
O resultado, nem preciso falar mais nada; acho que meus colegas colaboradores descreveram bastante como foi o showzasso dos poloneses. Em breve: entrevistas, vídeos e fotos. Aguarde meus caros.



Até.

20/10/2010

Ah, Mitch & Mitch...

Encontrei um argentino na plateia. Que veio falar em espanhol comigo. Meu espanhol, sabe ? Anda ali, do lado do meu inglês, que caminha bem pertinho do meu francês.. Enfim. A gente não se entendia, mas conversava. Bem como o público não entendia tanto assim o inglês dos Mitchs, mas obedecia cada pequena ordem. Mãos pro alto, respostas de prontidão, "nanana" e nanana do lado de cá do palco. Os caras mal falam português e conversaram com o público mais até que o Mombojó, bem mais eu diria.

O público respondeu, acendeu isqueiros e eu ainda não sei se achei, aqui, alguém mais contente que o Marcelo. Também pudera, eu estaria soltando faíscas caso fosse eu uma das responsáveis pela vinda dessa banda tão... INACREDITÁVEL ao Festival.

O show vai chegando ao fim, mas as luzes ainda não se acenderam, a galera ainda não deixou o salão do hotel e eu? Eu quero mais! Quero que esse show não acabe. Que a gente não pare de dançar. De cantar as músicas que vem direto de um país frio e chacoalham a gente, com surpresa, com gosto. Eu quero que o Mitch & Mitch mude pro Brasil. Que eles não vistam blusa nunca mais. Que a pele branca desse poloneses fique dourada com o sol tropical. Vai, Mitch & Mitch, fica pra sempre? Fica, que há tempos eu não via um show assim, que há tempos eu não dançava desse jeito. Fica, que há tempos eu não tinha achado uns Mitchs tão bons pra chegar a pedir assim: fica!

A Polônia é aqui!

E não é que esses poloneses sabem mesmo fazer música!? Tagarelam, tagarelam e animam a galera. Com certeza o show mais animado da décima edição do Demosul, até agora. Esses meninos gostam é da bagunça, da baderna, da dança... tão mostrando que não é só brasileiro que tem ginga!

A música é muito empolgante e eles conseguem melhorar, param no meio, pedem gritos e mãos para o alto. To esperando o momento em que um deles irá soltar: "Bota a mão na cabeça que vai começar: o rebol..." NOT! Mas bem que isso aqui tá parecendo um carnaval, mas sem o axé e os abadás!

Mitch & Mitch já deram um show de simpatia com outros colaboradores pela manhã e estão confirmando isso agora, durante a apresentação. A noite termina em inglês, mas quem precisa falar? A comunicação rola por meio da música: eles tocam, a gente dança e todo mundo se entende muito bem assim.

Por enquanto é isso, agora me dêem licença eu vou pra lá dançar!

Gostei muito mais

Da Polônia diretamente pra Londrina. Polonia, gente! vocês tem noção como isso é longe?
Escutei uma música do Mitch e Mitch uma vez essa semana e parti pra esse show sem saber de quase nada do que ia se passar.
Primeiro, já me falaram que os caras são muito gente fina e que eles tipo tão pirando de tá aqui em Londrina tocando.
E dá pra ver de cara que eles tão pirando e curtindo pra cacete.
Eu escutei o primeiro som, mas na real eu achei que fosse ser tipo ruim, pensei "ó esses gringo tentando tocar samba". AHAM. Os gringos mandaram uns riffs de guitarra cabulosos e a simpatia e a alegria é tanta que contagia qualquer alma que esteja presente aqui nesse demosul.
Quem não veio, perdeu, na real. A galera tá pirando aqui, inclusive o Marcelo, que foi quem idealizou essa coisa toda de Demo Sul. Seguinte, é visú e não tem mais o que falar.
E eu não vou perder tempo tentando descrever porque os cara são foda e dá pra ver na cara que eles tão pirando no que tão fazendo e tão fazendo bem feito pra caralho.
E o show nem tá acabando. E eu gostei, MAIS ainda.
Visú! e agora vou voltar assitir o show lá na frente porque tá muito bom pra ficar aqui.
VISÚ!

Mitch & Mitch, Mombojó e a odisseia com uma rede sem fio

Minutos. Pra que a noite de quinta realmente comece. Poloneses e nordestinos tocarão num mesmo palco. Ambos depois de enfrentar horas de viagem, escalas, chás de cadeira, bancos de avião, malas. Uns ainda conseguem manter a paciência, o sorriso, a gentileza. Coisa fina. Já aprendi que se engana quem acha que calor e receptividade é coisa só de Brasileiro.

Horas. Pra que a noite de quinta fosse preparada. Passagens de som devidamente orientadas, executadas e "doissss", testando o "ésse" no microfone, e não é qualquer "dois", esse tem um sotaque que eu descobri que é polonês. Mais uma coisa que eu aprendi.

E a colaborativa, que colaborar já aprendeu faz tempo, acompanhando até as horas que antecederam a preparação que a gente viu- quando deu, vá lá. Cada pequeno detalhe aspirado, anotado, cochichado. E, se postava, era bondade da sorte. Porque, eu digo, nunca estivemos tão claramente à mercê dela, a sorte: A rede do Hotel só é lenta, isso pelo breve tempo em que se prestou a existir. É que, de repente, e o Gabriel Ruiz já nos contou, a rede caiu. É, caiu. E o que o moço da recepção justificou "O som derrubou a rede". Aham, aham, a gente também não entendeu.

Mas aqui é todo mundo de paz, e não brigar pela rede evita-nos a fadiga. E, dá-lhe tempo, a rede voltou. Ela sempre volta. Mas aí tinha texto pronto nos #babaloos da vida. Texto de classe. Já tinha foto pronta, só esperando pela rede. Já tinha mais colaborador na área, com computador, câmera, gravador. Sabe que eu nem sei se a rede aguentou. É, eu não sei porque sou esperta, corri pra casa pra me arrumar, porque numa noite chique, cheia de atrações imperdíveis num hotel do centro da cidade, ah, não serve qualquer modelito. O look colaboradora de jeans, foi substituido pelo colabora de saia. Não que seja, assim, muito diferente.

Quem for esperto o bastante e correr logo pro hotel Sumatra, vai poder notar a diferença e, é claro, o som profissa que vem por aí. Quem não for, bom, acompanha no Blog do Demo Sul, que eu aposto que, enquanto curte o som, a colaborativa dá uma pitada de cada pedaço da noite pra você. Isso, é claro, nos conformes da nossa sorte e do Wi-fi do Hotel, não é? Já diria o sábio twitter: #Oremos.

19/10/2010

Noite de quarta no Demosul

Uma oficina aqui, um workshop ali e oh! Mais uma noite de música boa! Sim, em dias de festival Demosul os fins de semana começam nas quartas e você em vez de ficar em casa matutando quem é o assassino de Saulo ou você que resolveu fazer uma moralzinha com a namorada e a convidou pra pegar um cineminha em pleno dia de promoção, é hora de repensar o caso porque nesta quarta tem Mitch & Mitch e Mombojó no hotel Sumatra.


Mitch & Mitch




Na Europa Central existe um país localizado entre a Alemanha e Ucrânia (acho melhor parar por aqui), bem... O Thiago saberá explicar melhor essa parte geográfica. O que eu ia dizendo é que Mitch & Mitch veio da Polônia e tem um estilo diferente de fazer música. Os músicos, que faziam parte da Starzy Singers, se reuniram para tocar o que eles gostam de ouvir, abusando de instrumentos exóticos e mistura de ritmos. Assim se formou, em 2002, a banda que não tem um número fixo de participantes, além dos dois que deram origem ao nome. Já lançaram 3 álbuns e 1 DVD ao vivo, além de várias apresentações em festivais pela Europa. Vale à pena conferir esses Polakos que sabem fazer o que gostam.


Mombojó


Enquanto a gente vai passar as férias nas praias de Recife, tem gente produzindo boa música por lá. Os 5 rapazes (Felipe, Chiquinho, Samuel, Marcelo e Vicente) formaram a banda Mombojó em 2001 e em 2002 já participavam de grandes festivais da região como o Abril pro rock. Receberam incentivo da prefeitura de Recife para produzir seu primeiro disco Nadadenovo lançado em 2004. Com o primeiro álbum em mãos e... voilá! Caem no reconhecimento nacional e então não param mais. Em 2006, lançam o álbum Homem-Espuma e aparecem hoje pra nos apresentar seu último disco Amigo do Tempo. Dizem que o segredo do sucesso da Mombojó é a mistura bem arquitetada de ritmos como jazz, rock, bossa nova, eletrônica casada com a boa poesia das letras. A sonoridade do "Amigo do Tempo" te leva a buscar ritmos e combinações dos outros álbuns da banda e novos estilos, mesclando passado e futuro do que já experimentamos e do que ainda está por vir. Depois de uma apresentação no SWU os rapazes chegam à Londrina pra mostrar do que são capazes!


O dia promete!!! Cancele o cinema e não tem problema perder um dia da sua novela, você só vai descobrir quem é o assassino no último capítulo.
Não se atrase, as apresentações começam às 21h no Hotel Sumatra e normalmente a organização tende a ser pontual.
Os ingressos custam R$30,00 inteira e R$15,00 meia e estão sendo vendidos nos seguintes locais:

- MT3 Skate Shop - R. Piaui, 877 – Centro;
- Up Time (escola de inglês) - R. Paranaguá, 688 – Centro.
- Sonkey - R. Sen. Souza Naves, 09 – Centro; (aqui vc ganha um cupom pra concorrer a uma guitarra Fender Squier autografada pelo Pato Fu)

Só ligue pra confirmar se ainda tem os ingressos em determinados locais, é que você ficou moscando aí e demorou muito pra ir atrás e o pessoal atento já tá procurando faz tempo, então em algum lugar pode ter esgotado.

A gente se vê por lá!